Wednesday, September 9, 2009

Andrea em "saindo de casa"

Eu sei que o vídeo é da Xuxa (rs), mas foi engraçada a coincidência. E eu tava lá no Canadá quando lançaram a campanha aqui. Minha mãe até gravou! Só que o final não foi o mesmo...faltou a parte da multinacional! rs

Tuesday, September 8, 2009

Fernando Pessoa "revisitado" na era da internet...

Dedico o poema a seguir a todos os twitteiros de plantão:

"Navegar é Preciso

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".

Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo
e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça."

Fernando Pessoa

Monday, August 31, 2009

Esta noite...

Olhando a varanda aqui do quarto, pelo vão da janela, não dá pra ver muita coisa: a luz amarela refletida na grade, o toldo que esconde as estrelas, a silhueta de uma árvore e umas luzinhas coloridas bem longe.
Também não dá pra ouvir muito... Vez ou outra um cachorro late, escuto um estouro não sei onde, um uivo distante, um carro passando ao longe e o barulho do meu cabelo raspando no travesseiro, teimando em me desconcentrar...
Nisso tudo dá pra enxergar o vazio, a solidão, a transitoriedade das coisas, mas dá também pra enxergar a força da vida, que continua existindo dia e noite, noite e dia, sem perguntar nada a ninguém.
Por mais que isso pareça acontecer aleatoriamente, sem razão de ser, ao menos hoje elas tiveram sentido. Hoje, neste exato momento, elas foram importantes pra mim, elas me fizeram parar pra pensar e, numa fração de segundo, acabaram me despertando um sentimento curioso.
Senti que a minha vida, minha existência, que me parecia tão descartável, poderia também, em algum momento (que eu jamais poderia identificar), ser ela também útil para alguém.
Uma vez apenas e já terá sido suficiente.
Desse emaranhado de vidas e momentos de significância, uma ordem maior pode emergir... Uma ordem onipresente e onisciente. Algo que, de tão complexo, tão intrínseco e tão simples ao mesmo tempo, ousaram os poetas chamar de amor.
Amor, esta palavra tão carente de definições, à qual atribui-se quase tudo o que nos comove e nos encanta.
Este amor, que preenche as paisagens vazias, que nos imbui de esperanças e que atribui significância a tudo, até a si mesmo.
Este mesmo amor que está fora e dentro. E de dentro de mim se espalhou ao jardim, às distâncias, à lua, até chegar a você, que já não era surpresa, estava dentro de mim!

Todo o meu amor. Pra você. Pra mim.

Monday, August 10, 2009

vendedora do mês...

Isto se passou na livraria Cultura, ao som de música clássica, numa quinta-feira à noite...

Minha mãe estava procurando um livro sobre mudras, mas quando encontrei o livro para ela, vi um novo do Krishinamurti, uma antologia para principiantes... comecei a ler sobre o medo e a liberdade, acabei me empolgando e me sentei com o livro.

Toda hora sentia que algo me chamava a atenção na mesinha ao lado, mas de rabo de olho tudo o que eu lia era "OSHO", bem grande. Não sabia se o livro era do senhor sentado na cadeira ao lado, mas ele parecia mesmo ter sido esquecido ali, ou colocado propositalmente, bem pertinho, virado pra mim.

Não sei se estava empolgada com o que estava lendo, acabou que não dei muita atenção.
Neste meio tempo, a minha mãe, como de costume, sumiu na livraria, e eu fiquei lá sozinha, lendo o máximo que podia do livro que achava que era para mim.

Foi quando apareceu uma mosquinha atrevida que veio e se sentou bem na minha página. Eu mexia o livro e nada dela sair, e quando eu pensava que já estava morta, que havia caído por acidente, ela mexia as patinhas!

Sugestionada como sou, tentei ler o que estava escrito embaixo de onde ela parou... Nada demais. Então ela mudou de lugar, como se dissesse: "você não entendeu o recado".
Resolvi deixá-la por ali, até eu terminar as duas páginas...mas quem disse que ela saiu? Ficou lá, teimosa que só.

Foi quando decidi testar os seus limites e fui virando, bem de levinho, a página seguinte por cima dela...mas ela ficou! Estava me provocando a danadinha. Ou estava ficando doida. Pensei então que ela poderia estar machucada e resolvi mudá-la de posição. Olhei para os lados para er se alguém me observava e, com muito cuidado, fiz com que ela corresse pelo livro até a mesinha ao lado...e adivinha? Ela caiu bem em cima do livro do Osho!

Foi quando eu li: "encontros com pessoas notáveis". Dei risada sozinha... tinha um encontro com ele aquela noite. Tive certeza de que a mosquinha estava morta mesmo, mas ela mexeu as patinhas mais uma vez. Tentei mudá-la de posição diversas vezes para que ela conseguisse voar, mas nada. Eu não poderia sacrificá-la, se o Universo quisesse mesmo isso, teria colocado a mosquinha no livro de outro, não no meu. Então a deixei sobre a mesa, coloquei meu livro no colo e peguei o do Osho...

Quando abri numa página aleatória, nem acreditei! Estava escrito no topo: "J. Krishinamurti"! Olhei para o livro no meu colo e para o livro na minha mão e era como se eu intermediasse um encontro entre os dois! Não resisti e fui ler do que se tratava o livro...era sobre encontros (possíveis ou impossíveis) com Khalil Gibran, Buda, Jesus, Nietzche e outros, incluindo o Krishinamurti.

Olhei boquiaberta para para a mesa ao lado, em busca da cumplicidade do único ser que havia acompanhado "o encontro"...mas a mosquinha sumiu.

Sumiu, mas me vendeu 2 livros de uma vez, assim como quem nao quer nada, como uma mosquinha morta...

Monday, August 3, 2009

belo design e interpretação...



Vou me descrever assim nas entrevistas de emprego... =)

Wednesday, May 13, 2009

In the arms of the angel...

Os últimos dias não têm sido muito legais pra mim...
Hoje assisti a "escrito nas estrelas" de novo. Serenpidity.
E pra terminar, ouvi aquela da música do filme Cidade dos Anjos, e chorei, como sempre.

Angel
Sarah Mclachlan

Spend all your time waiting
For that second chance
For a break that would make it okay
There's always some reason
To feel not good enough
And it's hard at the end of the day
I need some distraction
Oh beautiful release
Memories seep from my veins
Let me be empty
Oh and weightless and maybe
I'll find some peace tonight

In the arms of the angel
Fly away from here
From this dark cold hotel room
And the endlessness that you feel
You are pulled from the wreckage
Of your silent reverie
You're in the arms of the angel
Maybe you find some comfort here

So tired of the straight line
And everywhere you turn
There's vultures and thieves at your back
And the storm keeps on twisting
You keep on building the lies
That you make up for all that you lack
It don't make no difference
Escaping one last time
It's easier to believe in this sweet madness oh
This glorious sadness that brings me to my knees

In the arms of the angel
Fly away from here
From this dark cold hotel room
And the endlessness that you feel
You are pulled from the wreckage
Of your silent reverie
You're in the arms of the angel
Maybe you find some comfort here
You're in the arms of the angel
Maybe you find some comfort here.

Friday, April 24, 2009

do Osho...


"A figura dessa carta está nascendo de novo, emergindo de suas raízes presas a Terra e criando asas para voar em direçao ao ilimitado. As formas geométricas em volta do seu corpo mostram as muitas dimensões da vida que estão simultaneamente ao seu alcance.
O quadrado representa a parte física, o que está manifesto, o conhecido. O círculo representa o não-manifesto, o espírito, o espaço puro. E o triângulo simboliza a natureza trina do universo: o manifesto, o não-manifesto, e o ser humano que contém a ambos.

Você está tendo agora uma oportunidade para enxergar a vida em todas as suas dimensões, das suas profundezas às alturas. Elas existem lado a lado, e, quando descobrimos pela experiência que o escuro e o difícil são tão necessários quanto o claro e o fácil, passamos a ter uma perspectiva muito diferente do mundo.

Ao deixarmos que todas as cores da vida penetrem em nós, tornamo-nos mais integrados.
Quando você se abre para o supremo, imediatamente ele se derrama dentro de você. Você já não é mais um ser humano comum - você transcendeu. Seu insight transformou-se no insight da existência como um todo. Agora, você não é mais um ser à parte - você encontrou as suas raízes.

Não sendo assim - o que é o mais comum -, as pessoas vão vivendo sem raízes, sem saber de onde o seu coração continua recebendo energia, sem saber quem continua respirando em seu interior, sem conhecer a seiva da vida que está circulando dentro delas.
Não se trata do corpo, e não se trata da mente - é alguma coisa transcendental a todas as dualidades, que se denomina bhagavat -- o bhagavat nas dez direções...O seu ser interior, quando se abre, vivencia inicialmente duas direções: a altura e a profundidade.

Depois, devagarinho, à medida que vai se acostumando com essa situação, você começa a olhar em volta, estendendo-se em todas as outras oito direções. Quando você alcançar o ponto em que a sua altura e a sua profundidade se encontram, então, você poderá olhar em volta, para a própria circunferência do universo.

A partir desse momento, a sua consciência começará a desdobrar-se em todas as dez direções, mas o caminho terá sido só um."